sábado, 17 de março de 2012

"é pra você kleia"

eu procurando algo na net pra por aqui homenageando voce e nao achei nada que podesse te descrever entao eu mesmo tou aqui com minhas palavras pra tentar falar algo de voce!
kleia grassas a jádhilla eu te conheci logo no começo eu tinha um pouco de vergonha de vc mas depois vc foi se demonstrando e eu fui perssebendo como vc era legalll e comprienciva  desse seu geito meigo e  bruta de ser. nos alegrou bastante e sempre como cabeça do grupo por ser mais velha nos dava conselhos e brincava com agente...   quando agente vai pra sua casa ja vamos imaginando como vc vai estar do geito criança do geito adolescente do geito adulto ou do geito louca que acontesse na maioria das veses

e isso linda vc vai mas fique sabendo que agente te ama muito viuuuu 



ate mais !

domingo, 4 de março de 2012

grande amigo

Um dia, quando eu era um calouro na escola, eu vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Parecia que ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira? Ele deve mesmo ser um C.D.F". Eu já tinha meu final de semana planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado de tarde), então eu dei de ombros e segui meu caminho. Conforme eu ia caminhando, eu vi um grupo de garotos correndo na direção dele. Eles o atropelaram, arrancando todos os seus livros de seus braços e o empurrando, de forma que ele caiu no chão. Seus óculos voaram, e eu os vi aterrisarem na grama alguns metros de onde ele estava. Ele ergueu o rosto e eu vi a terrível tristeza em seus olhos. Meu coração se penalizou por ele. Então eu corri até ele enquanto ele engatinhava, procurando por seus óculos, e eu pude ver uma lágrima em seu olho. Enquanto eu lhe entregava os óculos eu disse: "Aqueles caras são uns babacas. Eles realmente deviam arrumar uma vida própria". Ele olhou para mim e disse, "Ei, obrigado!". Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros, e perguntei onde ele morava. Por coincidência ele morava perto da minha casa, então eu perguntei como nunca o havia visto antes. Ele respondeu que antes ele freqüentava uma escola particular. Nós conversamos por todo o caminho de volta para casa, e eu Carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal. Eu perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Nós ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais eu gostava dele. E meus amigos pensavam da mesma forma. Chegou a Segunda-Feira, e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez. Eu o parei e disse, "Poxa, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando uma pilha de livros assim todos os dias!". Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Pelos próximos quatro anos Kyle e eu nos tornamos melhores amigos. Quando estávamos nos ormando começamos a pensar na Faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown, e eu ia para Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria um problema. Ele seria médico, e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F. Ele teve que preparar um discurso de formatura. Eu estava super contente em não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar. No dia da Formatura eu vi Kyle. Ele estava ótimo. Ele era um daqueles caras que realmente se encontraram durante a escola. Ele estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais garotas do que eu, e todas as meninas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja. Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então eu dei um tapinha nas costas dele e disse: "Ei, garotão, você vai se sair bem!". Ele olhou para mim com aquele olhar (aquele olhar de gratidão) e sorriu. "Valeu", ele disse. Quando ele subiu no oratório, ele limpou a garganta e começou o discurso: "A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que ajudaram você durante estes anos duros". Seus pais, seus professores, seus irmãos, talvez até um treinador... mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém é o melhor presente que você pode lhes dar. Eu vou lhes contar uma história". Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana. Ele contou à todos como ele havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse, e estava levando todas as suas coisas para casa. Ele olhou diretamente no meus olhos e me deu um pequeno sorriso. "Felizmente eu fui salvo. Meu amigo me salvou de fazer algo inominável". Eu observava o nó na garganta em todos na platéia Enquanto aquele rapaz popular e bonito contava à todos sobre aquele seu momento de fraqueza. Eu vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com aquela mesma gratidão. Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia. Nunca substime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. Deus nos coloca à todos nas vidas uns dos outros para que tenhamos um impacto um sobre o outro de alguma forma. Procure o bem nos outros. Você agora tem duas opções. Você pode: 1) Passar esta história aos seus amigos; ou 2) Apague este texto e aja como se ele não tivesse tocado seu coração. Como você pode ver, eu escolhi a primeira opção. Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas têm problemas em se lembrar de como voarem. Recebi de um GRANDE amigo e repasso para outros amigos, que eu amo e julgo muito importantes para mim.

Eu sempre acho que às vezes na vida... Padre Fábio de Melo


Eu sempre acho que às vezes na vida, a gente vive tão mal, às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso uma vez na minha vida isso aconteceu. Estava eu na minha casa de manhã, quando recebi um telefonema que minha irmã estava morta, minha irmã mais nova, cheia de vida de repente não existe mais.
Fico pensando assim, que às vezes na vida o ensinamento mais doído seja esse, quando na vida nos já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, e o inferno talvez seja isso, a impossibilidade de mudar alguma situação.
E quando as pessoas morrem já não á mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nos que nos os amamos.
Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado, foi à última vez que eu falei com ela e eu me recordo que naquele dia, eu estava apressado muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido, sabe quando você fala, mas fala na correria porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim, se eu soubesse que aquela era a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada, já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.
Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá.
E eu descobrir com isso, com a morte da minha irmã, q eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante que é especial.
Não! O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes na vida nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nos passávamos uma semana sem nos falarmos, por que ouve uma briga uma confusão, a gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu ano tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.
Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta, nos não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã, viva como se fosse o último dia da sua história, se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim e gostaria de ficar no lado de quem você ama. Viver o cristianismo, é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias, viva como se fosse o ultimo dia da sua vida, viva como se fosse a ultima oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
E depois que minha irmã morreu um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa musica que vou cantar agora, ela não fala de um amor que foi embora, o compositor fez para a filha que morreu em um acidente, então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, por que é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
“Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!

Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não a mais o que fazer, mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nos sem deixar nenhum ensinamento,...tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão, alguma coisa a gente tem que extrair...extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o ultimo dia.
Já que o passado é coisa do inferno e a gente não ta no passado, muito menos no inferno...resta a possibilidade de mudar o verbo de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais, quem sabe cantando pra ela nesse momento...se ela ta do seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história...ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!
E eu...EU GOSTO TANTO DE VOCÊ! EU GOSTO TANTO DE VOCÊ!

a santa ceia

Diz uma lenda referente à pintura da Santa Ceia, ou "Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos":

Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade:
precisava pintar o bem - na imagem de Jesus, e o mal - na figura de Judas, o amigo que resolvera trai-lo durante o jantar.
Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.

Certo dia, enquanto assistia a um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita de Cristo.
Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.

Passaram-se três anos.

A 'Última Ceia' estava quase pronta, mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas.
O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.
Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta. Imediatamente, pediu aos seus assistentes que o levassem até a igreja.
Da Vinci copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo, que mal conseguia parar em pé.
Quando terminou, o jovem - já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse, numa mistura de espanto e tristeza:
- Eu já vi esse quadro antes!
 - Quando? Perguntou, surpreso, Da Vinci
Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha, numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.

“ O Bem e o Mal têm a mesma face;
tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Presença de Deus!

Se a simples presença de uma pessoa categorizada, digna de consideração, é suficiente para que se comportem melhor os que estão diante dela, como é que a presença de Deus, constante, difundida por todos os cantos, conhecida pelas nossas potências e gratamente amada, não nos torna sempre melhores em todas as nossas palavras, atividades e sentimentos? Verdadeiramente, se esta realidade de que Deus nos vê estivesse bem gravada em nossas consciências e nos capacitássemos de que todo o nosso trabalho, absolutamente todo – não há nada que escape ao olhar divino -, se desenvolve na sua presença, com que cuidado terminaríamos as coisas ou como seriam diferentes as nossas reações! E este é o segredo da santidade que venho pregando há tantos anos: Deus nos chamou a todos para que o imitássemos; e a vós e a mim para que, vivendo no meio do mundo – sendo pessoas da rua! -, soubéssemos colocar Cristo Nosso Senhor no cume de todas as atividades humanas honestas.
S. Josemaria Escrivá, Amigos de Deus, nº 58.

Tres passos para uma vida melhor

O problema hoje é que 75% das pessoas não têm ideia de como ganhar a vida fazendo o que amam.

A primeira forma é identificar como viver uma vida de paixão, descobrindo a sua verdadeira vocação.

A segunda maneira é compreender o poder da crença de superar os obstáculos que podem parecer intransponíveis.

A terceira maneira é ter fé, esperança e amor no coração.

Então, como fazer isso? Comece criando riqueza através de seus pensamentos, palavras e atitudes.

O arrependimento de um médico!

"Eu sou o único filho homem de uma família humilde do interior de Minas. Com sacrifício e união de todos, fui o único que teve a chance de estudar, pois minhas irmãs não passaram do ensino médio. Mamãe, uma simples costureira, gastou os seus olhos nas costuras que fazia até de madrugada para ajudar o meu pai. Papai era um guarda noturno. Por isso vocês podem ate imaginar o sacrifício que fizeram para ter um filho médico!


Quando me formei, jurei a mim mesmo que jamais a necessidade bateria em nossa porta novamente. Escolhi a ginecologia e obstetrícia, depois de anos de estudos. Das maiores dificuldades enfrentadas como médico recém-formado, me deparei com a realidade da minha profissão. Ia longe o tempo que os médicos ficavam ricos, e eu queria mais, queria enriquecer, ter dinheiro, e foi assim que violei o juramento que fiz ao me formar: de dar a vida para salvar a vida. Inúmeras crianças eu ajudei a vir ao mundo, mas também muitas delas eu não permiti que nascessem, envolto na respeitabilidade de médico.

Enriqueci escondido sob a faixa da vitalidade. Montei um consultório que em pouco tempo se tornou o mais procurado da região. Sabe o que eu fazia ? Aborto. E como todos que cometem este crime, eu dizia a mim mesmo que todas as mulheres teriam o direito da escolha, e que era melhor serem ajudadas por um médico, com o qual não corriam risco de vida, do que procurarem as clínicas clandestinas, onde os índice de morte e complicações são alarmantes.

E foi assim, cego e desumano, meu oficio na medicina. Eu constituí família abastado, muito rico, e nada faltou aos meus entes queridos. Meus pais morreram com a ilusão que seu filho era um doutor bem sucedido, um vencedor, Criei minhas duas filhas com o dinheiro manchado de sangue de inocentes; fui um dos mais desprezíveis humanos. Minhas mãos, que deveriam ser abençoadas para a vida, trabalharam pela morte.

Eu só parei quando Deus, em sua sabedoria infinita, rasgou a minha consciência e fez sangrar o meu coração; sangrar com o mesmo sangue de todos os inocentes que não deixei nascer. Letícia, a minha filha mais nova, no auge da vida deixou de respirar. No seu atestado de óbito, a causa da morte: infecção generalizada. Letícia, aos 23 anos de idade, engravidou e buscou o mesmo caminho de tantas outras que me procuraram: o aborto.

Só soube disso quando nada mais poderia ser feito. Ao lado do leito de morte da minha filha eu vi as lágrimas de todos os anjinhos que eu a matei! Enquanto ela esperava a morte, eu agonizava junto; foram seis dias de sofrimento para que, no sétimo dia, ela descansasse e partisse ao encontro de seu filhinho, filhinho este que um médico assassino como eu impediu de nascer.

Foi tempo suficiente para refletir, reflexão que veio apenas no início da manhã que Letícia morreu. Exausto pelas noites em claro, adormeci ao lado de minha filha e sonhei que eu andava por um lugar absolutamente escuro e o ar era quente úmido; eu queria respirar e não podia, queria fugir, mas, desesperado, foi jogado por um lugar onde o barulho me deixava mais louco. Eram choros, choros doidos de crianças. No meu pensamento, como se um raio me cortasse ao meio, veio um entendimento: os choros eram de dor, eram lamentos dos anjinhos de que eu tirei a vida. Era a triste conseqüência dos meus atos impensados. Os choros aumentavam: Assassino! Assassino! Assassino! Alucinado para sair daquele lugar, eu passei a mão no rosto para secar o meu suor e as minhas mãos se mancharam de sangue!


Aterrorizado ao fazer aquela constatação, gritei com a força que me restava nos pulmões; o meu grito era um pedido de perdão: Deus, me perdoe! Somente assim eu consegui voltar a respirar normalmente e, no sobressalto, eu acordei.

Acordei em tempo de acolher o ultimo suspiro de vida de minha filha. Letícia que morreu na manhã do dia 3 de março de 1989. Sua vida ceifada pela inconseqüência de um médico, por infecção provocada por um aborto. Eu sei que, através daquele sonho, Deus me levou para um lugar onde os anjinhos ficam quando são barbaramente impedidos de nascer. Eu entendi que, a partir do momento da fecundação do óvulo, existe vida, donde se conclui que eu sou um assassino.

Só não sei se um dia Deus vai me perdoar. Mas para amenizar a minha culpa, a minha dor, eu fechei meu consultório, vendi todos os bens que conseguira na vida com a prática do aborto e, com o dinheiro, montei uma casa de amparo às mães solteiras. E me dedico hoje, gratuitamente, a fazer uma medicina de verdade. Hoje sou médico de carentes, de desamparados, desvalidos.

As crianças que vêm ao mundo hoje, através das minhas mãos, são filhos que eu adotei, e sei que tenho uma única missão: trazer vida ao mundo e dar condição para que as crianças tenham um lar feliz onde o pai é Jesus.

Rezem por mim, rezem por mim, rezem para que Deus tenha piedade de mim e me perdoe, porque eu tenho certeza que não fugirei do juízo final".

O dia em que o amor morreu!

amor tinha nome, sobrenome e apelido. Nasceu em Goiânia, morava em Brasília, mas insistia em carregar o "r" como um mineiro. Era alto, beijava na chuva e tinha um gato chamado Bertoldo que nunca atendia pelo nome.
Não sei por qual razão, a dona decidiu me apresentar o amor naquela tarde. Eu estava ocupada,assistindo Os Flinstones, mas tenho a impressão que foi o beijo da Beth e do Barney que lhe comoveu daquela maneira.
- Ele se chama Luis, com "s" de sapo, mas a pronúncia é a mesma de que se fosse com "z". Luis Pinheiro Mendes, mas só lhe chamo pelo diminutivo, Luisinho. Luisinho, Luisinho, Luisinho! Adoro esse apelido, tem um gostinho de doce de leite! Ele nasceu em Goiânia, mora em Brasília, mas vendo ele falar você tem certeza de que ele é de Minas. Não sei com quem resolveu trocar os sotaques, mas carrega o "r" que só um trem. Ele é alto, mas tão alto, que num dia desses atingiu uma nuvem e fez chover sobre a praça. Nos beijamos na chuva. Um dia você também beijará na chuva e sentirá o gosto de doce de leite, mas por enquanto, se contenha com a água na boca, porque se seu pai sonhar com você beijando na chuva... Não precisa nem ser na chuva, um beijo no queixo já deixaria seu pai uma arara! Arara não, gato. Luisinho ama gatos! Tem um chamado Bertoldo, mas de nada adiantou o nome de grã-fino, o gato só atende por "whiskas", nome da sua ração preferida.
Histórias como essa foram crescendo junto comigo. Conforme a maioridade se aproximava, observava que as histórias iam se aproximando dos finalmentes, assim como eu. Para mim, Luis com "s" Pinheiro Mendes era o nome de registro do amor e beijar na chuva era a única coisa que sabia fazer.
Um dia, choveu. Estimulada pela história história da dona, pensei: hoje é o dia em que começo a escrever a minha história de amor. Corri feito louca pela asa sul, voando para chegar até a casa de Júnior, antes que a chuva fosse embora. Acreditava que ele era o meu amor, porque nome, sobrenome e apelido ele tinha. Ao menos supunha, já que todo Júnior esconde um nome feio no armário. Era goiano, também morava em Brasília, tinha um gato que só atendia por "sabor & vida" porque tinha enjoado da "whiskas". Então, para mim ele era o cara, só faltava confirmar com o beijo na chuva, conforme me instruiu a dona. Como um raio, abri o portão da casa de Júnior, mas o inquilino veio logo trovoando que Alfredo Júnior e sua família tinham se mudado de Brasília. Naquele dia, soltei Juninho na enxurrada, porque sem beijo na chuva, Júnior não podia ser meu amor.
Depois dos vinte, o tempo aprendeu a voar e as histórias de amor começavam a tingir seu ponto final. No dia em que o amor morreu, choveu e muito. Bastou um único telefonema para arrancar uma tempestade dos olhos da dona. E dos meus também. O amor já não tinha mais nome, passou a ser só um som, pronunciado pelo coração encharcado da dona.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O tempo cura

Aprendi que o tempo cura …
Que magoa passa …
Que decepção NÃO MATA …
Que hoje é reflexo de ontem …
Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas …
Que os verdadeiros amigos permanecem …
Que dor fortalece …
Que vencer engrandece …
Compreendi que as palavras tem força …
Que fazer é melhor que falar …
Que o olhar não mente …
Que viver é APRENDER com os erros …
Aprendi que tudo depende da vontade …
Que o melhor é ser nós mesmos …
Que o SEGREDO da vida é VIVER e Viver com Cristo